Tourism Academy #3: No coração do Douro

  

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No terceiro dia da academia do turismo, a atividade física foi a constante: começou com escalada e terminou com uma descida do rio Douro.

Quando recebeu os participantes da Tourism Academy no Centro de Tropas de Operações Especiais, o Capitão Silva abriu com uma pergunta surpreendente: “todos prontos para o salto de paraquedas?”.

Perante a surpresa, rapidamente as dúvidas foram desfeitas: a manhã do terceiro dia desta academia ligada ao Turismo não incluiu essa atividade. Contudo, não faltou dinamismo, com as quatro equipas a rodarem entre diversas ações espalhadas pelo perímetro do CTOE. Escalada, rapel, obstáculo de cordas e percurso de obstáculos foram alguns dos pontos altos.

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Em comum, explicou o comandante desta companhia de formação, Capitão Silva, estas atividades inserem-se “no espírito militar”, ao estimularem a “superação individual e em grupo perante a adversidade”, desenvolvendo competências como capacidade de trabalho em equipa, resiliência ou determinação. “O objetivo é também que aprendam uns com os outros, em certos momentos”, reforçou.

De resto, o CTOE é regularmente visitado por grupos que procuram realizar este tipo de atividades, nomeadamente estudantes. Ao incorporar um Batalhão de Formação, esta é uma estrutura “com experiência acumulada no contacto com os jovens”. No final, garante, “os participantes acabam por sair mais motivados”.

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Num contexto em que os jovens encontram muita informação sobre a vida (e a via) militar, este contacto pode servir para complementar o conhecimento, acrescenta. “As pessoas gostam de nos visitar e conhecer a nossa cultura – até para ver que os militares não são ‘todos maus’”, sublinha, entre sorrisos.

Entrar no Douro
Em 2015, a Estrada Nacional 222, que liga a Régua a Pinhão, foi distinguida como "a melhor estrada do mundo", pela Avis. O trajeto acompaha as curvas do rio, tendo, por isso, vista privilegiada para o Douro. Durante a tarde de hoje, os participantes da Tourism Academy fizeram parte dessa paisagem, com um percurso de 7 quilómetros de canoa. 

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O ponto de partida foi o cais da barragem de Bagauste. Foi aí que o técnico da Naturmont, David Pereira, explicou à FORUM que este é um trajeto normalmente percorrido por esta empresa de atividades de natureza, sendo esta uma versão encurtada. "Sabíamos que o regresso demoraria mais, pelo facto de estarmos a viajar no sentido contrário ao do vento", acrescentou. 

A atividade, explicou, apresenta-se como uma oportunidade para desenvolver capacidades de coordenação e de trabalho de equipa. Tudo isto, sem esquecer as técnicas básicas de canoagem, como a pega da pagaia, a rotação do pulso ou a sempre pouco intuitiva condução invertida: "As pessoas associam a condução ao volante de um carro mas, numa canoa, a lógica é invertida - mas rapidamente interiorizam a técnica".

A Tourism Academy continua amanhã com visitas marcadas a algumas das quintas de produção vinícola da região do Douro. 

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