Exposição celebra vida e obra de David Bowie

  

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Quarenta obras de reputados fotógrafos internacionais mostram, até 4 de novembro, em Vila Nova de Gaia a singularidade visual do falecido músico David Bowie. A exposição 'Iconic Bowie' percorre 40 anos da vida e da carreira do saudoso artista conhecido como "o Camaleão". Não é bem para 'Let's Dance', como a canção, é mais para 'Let's See'!

Em 'Iconic Bowie' tanto vemos o retrato do jovem artista estampado no seu álbum de estreia, como a fase glam exagerada do alter-ego Ziggy Stardust (no anos 70) ou o registo fotográfico captado em Nova Iorque, a propósito do seu 22.º álbum de estúdio, corria o ano de 2002. Há também a imagem ao piano, que publicamos em baixo, na companhia da amada Angie, a mulher que inspirou uma canção dos Rolling Stones.

David Bowie morreu a 10 de janeiro de 2016, dois dias depois de ter celebrado 69 anos, mas o seu legado continua vivo, tão fortes foram as suas propostas sonoras e visuais. É precisamente esse arrojo, essa capacidade de mudança constante, que descobrimos na exposição patente até 4 de novembro no ArrábidaShopping (Vila Nova de Gaia), numa parceria com a agência internacional de gestão de arquivos fotográficos, Iconic Images.

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A mostra é composta por 40 fotografias abrangendo 40 anos da vida e da carreira de Bowie. Terry O'Neill, Markus Klinko, Norman Parkinson, Justin de Villeneuve, Milton H. Greene e Gerald Fearnly são os autores dos retratos, de todo "absolute beginners" nestas andanças da fotografia a figuras que se tornaram verdadeiras lendas da iconografia ligada ao Cinema, à Moda e à Música.

O músico (e apaixonado por fotografia) David Fonseca partilha a curadoria da exposição com Cristina Carrillo de Albornoz Fisac, crítica de arte e autora de livros. «A exposição não é apenas uma extraordinária homenagem ao músico considerado um dos génios da história da música do século XX, mas retrata de forma pungente e através do trabalho de seis fotógrafos de topo a essência da sua vida e carreira musical. Uma jornada de experimentação incessante e incrível versatilidade, a interminável reinvenção de Bowie e a sua quebra de fronteiras entre os estilos musicais», sublinha.

David Fonseca assume também a direção artística do programa musical paralelo à mostra ou não tivesse ele próprio gravado em tempos um álbum só de versões do artista inglês. Em complemento decorre também um ciclo de cinema nas salas UCI Arrábida e o lançamento de livro/catálogo das fotos da exposição e merchandising.

(Fotos de Terry O'Neill - Iconic Images)